NOTÍCIAS - 03/02/2026

Gestão regional do Itaú impõe pressão e adoece trabalhadores

A gerência regional do Itaú tem reproduzido uma tendência nacional do banco baseada na intensificação da pressão por resultados. Em uma escolha consciente a gestão regional aplica a lógica que transforma metas abusivas em regra e o medo em método de controle.

Esse modelo é conhecido como assédio moral organizacional. Diferente de casos isolados, trata-se de uma prática estrutural, em que a própria gestão da empresa impõe metas abusivas, monitoramento excessivo e cobranças reiteradas, gerando um ambiente de medo, insegurança e desgaste psicológico. No Itaú, metas consideradas inalcançáveis passam a ser tratadas como obrigação cotidiana, e o não cumprimento gera constrangimento, ameaças veladas e punições indiretas.

Esse padrão de atuação não é novo nem desconhecido. A própria gerência regional já precisou esclarecer, em outros estados, sobre questões relacionadas a assédio moral discutidas publicamente em reuniões com entidades sindicais, o que reforça o caráter recorrente desse modelo de gestão. A repetição dessas práticas demonstra que o banco opta por manter uma política que viola direitos e adoece trabalhadores, mesmo diante de alertas, denúncias e evidências concretas de seus efeitos. 

As consequências desse modelo de gestão são visíveis na saúde da categoria bancária. Dados do INSS mostram que os transtornos mentais já estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, com crescimento acelerado nos últimos anos. Os bancários estão entre os grupos mais atingidos por diagnósticos de ansiedade, depressão e síndrome de burnout, diretamente associados à pressão por metas e ao ritmo intenso imposto pelos bancos.

O sindicato acompanha de perto essa situação e não aceitará a naturalização de práticas abusivas na gestão regional do Itaú. Atitudes incompatíveis com a Convenção Coletiva de Trabalho e o desrespeito à dignidade dos trabalhadores não serão tolerados. Assédio não é gestão e os responsáveis não ficarão sem resposta.

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