NOTÍCIAS - 04/04/2025

Itaú: COE cobra mudanças no GERA e reajuste da PCR

Os principais temas da rodada de negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú, realizada nesta quarta-feira (2/4), em São Paulo, foram os problemas no programa GERA e o reajuste da Participação Complementar nos Resultados (PCR).

Durante o encontro, a COE reforçou a necessidade de resolver as falhas no GERA, já apontadas na reunião anterior. Em resposta, o banco informou que está promovendo melhorias no canal “Fale com o GERA” — ferramenta destinada ao registro de reclamações — e elaborando uma proposta para simplificar o funcionamento do programa.

O Itaú reconheceu um aumento significativo no número de reclamações no segundo semestre de 2024, confirmando que parte dessas queixas é procedente e já está sendo corrigida. Para Luciana Dória, diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e integrante da COE Itaú, esse reconhecimento representa um avanço importante. “Muitos funcionários foram prejudicados. O fato de o banco admitir as falhas é um passo importante”, destacou.

Outro ponto abordado foi a cobrança antecipada de metas trimestrais, feita por alguns gestores e regionais. O banco afirmou que essa prática não faz parte de sua política institucional e que eventuais casos devem ser denunciados para que sejam corrigidos.

A COE também cobrou mudanças no Sistema de Qualidade de Vendas (SQV). Atualmente, punições aplicadas a um funcionário em uma agência continuam valendo mesmo após transferência para outra unidade, impactando sua relação com o novo gestor. Segundo o banco, essa medida se baseia na lotação do empregado no momento da infração.

Outro questionamento feito pela comissão foi sobre a ausência de remuneração variável para os ANS no segmento de empresas, diferente do que ocorre no varejo. “Desde a criação dos Polos Empresariais, foi prometido que esses trabalhadores teriam um programa de premiação, mas até agora nada foi implementado”, reforçou Luciana.

O Itaú se comprometeu a aprofundar o debate sobre essas questões em uma próxima reunião, que também deve incluir informações sobre a gestão do GERA, sua comunicação interna, critérios de avaliação e treinamentos.

A COE também expressou preocupação com o crescente número de bancários rebaixados de cargo. Em várias regiões, gerentes estão sendo descomissionados e assumindo funções de Assistente de Negócios (AN), com jornada reduzida para seis horas. O banco alegou que as mudanças estão relacionadas ao não cumprimento dos requisitos da função e que essa prática é respaldada pela Reforma Trabalhista.

Proposta de reajuste do PCR

Na mesma reunião, o banco apresentou sua proposta de reajuste da Participação Complementar nos Resultados:

Para 2025, com base no INPC de janeiro (4,17%):

  • ROE até 23%: R$ 3.831,48

  • ROE acima de 23%: R$ 4.016,15

Para 2026, o reajuste seguiria os índices negociados para a categoria.

A proposta foi rejeitada de imediato pela COE. “O índice de 4,17% não contempla a valorização que os trabalhadores esperam. A proposta não reflete a importância da contribuição dos funcionários para os lucros expressivos do banco”, pontuou Luciana Dória.

Uma nova reunião será marcada para que a COE reapresente suas reivindicações sobre o PCR e continue o debate com o banco.

 

Com informações da FEEBASE

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