Sindicato mobiliza bancários e população em defesa dos direitos dos funcionários do BNB

Na quinta-feira (23/07), o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana realizou uma mobilização com funcionários do Banco do Nordeste e a população em defesa dos direitos da categoria. A atividade integrou o Dia Nacional de Mobilização dos trabalhadores do BNB, promovido em meio à Campanha Nacional dos Bancários 2026 e à nova rodada de negociação entre a Comissão Nacional dos Funcionários e a direção da instituição financeira.
Durante a mobilização, o Sindicato destacou a importância da participação dos trabalhadores para impedir retrocessos nas cláusulas econômicas e sociais. Uma das principais preocupações é a manutenção do atual modelo de Participação nos Lucros e Resultados, conquistado após anos de negociação coletiva. As entidades sindicais defendem que os resultados alcançados pelo banco também sejam revertidos para os funcionários, responsáveis pelo atendimento à população e pelo fortalecimento do BNB em toda a região Nordeste.

“Estamos em uma luta constante para que o Banco do Nordeste convoque todos e todas que foram aprovados no último concurso e realize novas seleções, ampliando as oportunidades para os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Também cobramos que o Banco do Nordeste cumpra o acordo firmado com seus empregados e empregadas”, afirmou Eritan Machado, presidente do Sindicato
Em 2024, a negociação coletiva ampliou de 25% para até 48% dos dividendos e Juros sobre Capital Próprio o limite global utilizado no cálculo da PLR. Naquele ano, o BNB distribuiu R$ 247,75 milhões, beneficiando 6.421 funcionários, com valor integral médio de aproximadamente R$ 37,1 mil. Em 2025, o banco registrou lucro líquido recorde próximo de R$ 3,08 bilhões e provisionou R$ 298,08 milhões para as participações dos empregados.
O movimento sindical alerta que um eventual retorno ao limite anterior poderia retirar mais de R$ 100 milhões dos trabalhadores. Uma simulação baseada nos resultados de 2025 indica que o montante destinado à PLR poderia cair de R$ 298,08 milhões para R$ 192,72 milhões, representando uma perda estimada de R$ 105,36 milhões e uma redução de 34,8%. A média aritmética poderia diminuir de cerca de R$ 43,3 mil para R$ 27,8 mil. Os números não representam uma projeção individual para 2026, mas demonstram a dimensão do possível retrocesso.
Além da PLR, a mobilização chamou a atenção para a necessidade de avanços no Plano de Cargos e Remuneração, preservação do Adicional por Tempo de Serviço, melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e enfrentamento ao assédio moral, problemas que afetam diretamente a saúde dos bancários. O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana continuará acompanhando as negociações e mobilizando a categoria para assegurar valorização, respeito e nenhum direito a menos. Os sindicatos da Bahia e de Sergipe também convocaram uma reunião virtual para segunda-feira (27/07), às 19h, quando serão apresentados os resultados da negociação e discutidos os próximos passos da campanha.
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