NOTÍCIAS - 01/06/2026

Bancos privados fecham agências e ampliam pressão sobre bancários

Os funcionários dos bancos privados decidiram, durante a 26ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe, os impactos do fechamento de agências, da redução de empregos e da digitalização acelerada no setor financeiro. Representantes do Bradesco, Itaú e Santander apontaram que, apesar dos lucros bilionários, os bancos seguem diminuindo a presença física, sobrecarregando trabalhadores e dificultando o atendimento à população.

No Bradesco, foi destacado que o banco vem reduzindo custos físicos com fechamento de unidades e eliminação de postos de trabalho. Desde 2016, o Bradesco fechou 1.356 agências e postos de atendimento no país. Na Bahia, a rede caiu de aproximadamente 317 para 165 unidades, com encerramento de cerca de 152 agências no período.

No Itaú, o alerta foi para o aumento dos casos de adoecimento e assédio moral organizacional. Entre janeiro e abril deste ano, o banco fechou 11 unidades na Bahia, e mesmo número registrado em todo o ano de 2025. Os fechamentos impactaram cerca de 90 mil clientes e atingiram diretamente 85 trabalhadores, entre realocações e desligamentos.

No Santander, foi informado que apenas no primeiro trimestre deste ano foram fechadas 73 agências no Brasil. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a rede física do banco caiu de 2.430 para 1.695 unidades, uma redução de 735 agências. Em Salvador, entre sede e unidades de atendimento, foram encerramentos.

Os dados apontam a necessidade da categoria em se mobilizar para defender emprego, saúde, melhores condições de trabalho e atendimento presencial de qualidade.

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