Sindicato denuncia redução de agências, sobrecarga e adoecimento no Bradesco

O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana encaminhou denúncia à Superintendência Regional do Bradesco, ao Procon e ao Ministério Público para cobrar providências diante do processo de redução de agências, extinção de postos de trabalho, sobrecarga nas unidades remanescentes, aumento dos afastamentos por motivo de saúde e crescimento do número de demissões registradas na base. A política de enxugamento adotada pelo banco tem provocado impactos diretos na saúde dos trabalhadores e na qualidade do atendimento prestado à população.
Com menos agências e menos funcionários, as unidades que permanecem abertas passam a concentrar uma demanda cada vez maior. O resultado é a intensificação do ritmo de trabalho, acúmulo de funções, pressão por metas, filas maiores e atendimento precarizado aos clientes. A situação demonstra que o fechamento de unidades e a redução do quadro não afetam apenas os bancários e bancárias, mas também toda a comunidade que depende do atendimento presencial, especialmente aposentados, idosos, trabalhadores e pessoas com dificuldade de acesso aos canais digitais.
Os dados são graves. Entre maio de 2025 e maio de 2026, foram registrados 52 afastamentos de bancários e bancárias do Bradesco por motivos de saúde, o que corresponde a 54,7% do total de afastamentos registrados nas instituições financeiras da cidade. O número revela um cenário preocupante de adoecimento da categoria, provocado por condições de trabalho cada vez mais desgastantes, pressão constante e insegurança diante das demissões.
O Sindicato seguirá acompanhando a situação, denunciando os abusos aos órgãos competentes e atuando em defesa da saúde, da segurança e dos direitos dos bancários e bancárias, cobrando que o Bradesco apresente medidas concretas para conter o fechamento de agências, preservar os postos de trabalho, melhorar as condições nas unidades e garantir atendimento digno à população.
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