NOTÍCIAS - 18/05/2026

CCV do Itaú é aprovada por unanimidade em Feira; Sindicato orienta bancários a procurarem a entidade antes de qualquer decisão

Os bancários do Itaú com base em Feira de Santana aprovaram por unanimidade a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho da Comissão de Conciliação Voluntária, a CCV. A votação ocorreu de forma virtual, na sexta-feira, 15 de maio, das 8h às 20h, conforme edital divulgado pelo Sindicato.
 
A CCV é uma negociação prevista em acordo coletivo, formada por representantes do banco e das entidades sindicais, com o objetivo de analisar possíveis pendências trabalhistas de empregados e ex-empregados e buscar uma solução consensual antes de eventual ação judicial. 
 
A aprovação é importante porque garante a possibilidade de instalação da comissão na base, permitindo que os trabalhadores que desejarem tenham mais uma alternativa para tratar demandas trabalhistas. No entanto, a entidade reforça que a CCV não deve ser vista como a melhor opção em todos os casos.
 
O Sindicato orienta que nenhum bancário assine acordo, aceite proposta ou participe de procedimento de conciliação sem antes procurar a entidade. Isso porque, ao participar da CCV, o trabalhador pode dar quitação sobre determinadas verbas ou direitos discutidos no acordo, o que pode trazer consequências futuras. A adesão à CCV pode interferir no recebimento de valores em ações judiciais já existentes ou futuras, a depender do que for acordado e quitado no termo de conciliação. Por isso, é fundamental que o bancário procure a entidade antes de aceitar qualquer proposta, especialmente se já tiver ação na Justiça, se estiver em processo de demissão ou se tiver dúvidas sobre direitos que ainda podem ser cobrados.
 
O Sindicato destaca ainda que tem atuado em diversas situações envolvendo trabalhadores no momento da rescisão, especialmente quando há dúvidas sobre verbas, direitos, adoecimento, estabilidade, pendências trabalhistas ou propostas apresentadas pelo banco. A orientação é clara: antes de ser demitido ou de assinar qualquer documento, procure o Sindicato.
 
A entidade defende a existência da CCV como instrumento de oportunidade para os trabalhadores, mas reforça que a decisão precisa ser consciente, acompanhada e segura. Em muitos casos, a conciliação pode ser uma alternativa; em outros, pode não ser o melhor caminho.

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