NOTÍCIAS - 14/09/2026

Ato com cerca de 100 trabalhadores cobra avanços para empregados da Caixa em Feira

Cerca de 100 trabalhadores participaram, nesta segunda-feira (14/09), de uma manifestação em defesa dos empregados da Caixa Econômica Federal, realizada em frente à Superintendência Regional e à agência Santa Mônica, na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana. A atividade integra a mobilização da categoria durante a greve nacional dos empregados da Caixa. 

O ato reuniu trabalhadores para cobrar avanços nas negociações com a direção da Caixa e denunciar os impactos das propostas apresentadas pelo banco. Entre os principais pontos de reivindicação está a defesa do Saúde Caixa, considerado o principal impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A pauta dos empregados defende a retirada do teto estatutário de 6,5% da folha para o custeio do plano e a retomada do modelo de financiamento 70/30, no qual 70% das despesas são custeadas pela Caixa e 30% pelos beneficiários. Também está entre as reivindicações a garantia do plano para todos os empregados, inclusive na aposentadoria, e a manutenção de condições que preservem o caráter solidário e intergeracional do benefício. 

A proposta apresentada pela Caixa, por outro lado, prevê mudanças no modelo de custeio, com contribuições dos empregados que variam conforme a idade, cobrança por dependentes e aumento do teto de comprometimento familiar. Na proposta mais recente, a participação da Caixa no financiamento seria ampliada de 6,5% para 8%, mas o novo modelo de custeio ficaria para 2027.

Em Feira de Santana, a proposta foi rejeitada por 94,20% dos empregados da Caixa na assembleia realizada no início de setembro. A rejeição levou à aprovação da greve por tempo indeterminado, iniciada em 10 de setembro. 

As reivindicações dos empregados vão além do Saúde Caixa. A pauta construída no 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa (Conecef) também cobra valorização profissional, revisão dos planos de funções e cargos, critérios transparentes para promoções e processos seletivos, além do fim das designações por minuto para caixas, tesoureiros e avaliadores.

A categoria também reivindica mais contratações, recomposição das equipes e abertura de novos concursos, diante da sobrecarga enfrentada nas unidades. A defesa do atendimento presencial também aparece entre as demandas, especialmente pelo papel social da Caixa no acesso da população a benefícios, políticas públicas, crédito e serviços bancários. 

Outro eixo da pauta envolve remuneração variável e metas. Os trabalhadores cobram critérios claros e transparentes para programas como o Super Caixa e defendem o combate a rankings individuais, cobranças abusivas, exposição de resultados e práticas de gestão que contribuam para o adoecimento físico e mental. 

Também estão entre as reivindicações temas como jornada, direito à desconexão, novas tecnologias, inclusão, combate ao assédio e melhorias na Funcef. 

A manifestação desta segunda-feira reforça a mobilização dos empregados da Caixa em Feira de Santana e acompanha o movimento nacional da categoria. Após a rejeição da proposta apresentada pelo banco, a greve permanece por tempo indeterminado, enquanto os trabalhadores pressionam pela retomada das negociações e por uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

A mobilização é fundamental para pressionar a Caixa a avançar nas negociações e garantir direitos para empregados da ativa, aposentados e pensionistas.

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