Bancários do BB de Feira de Santana aprovam proposta para renovação do ACT

Os funcionários do Banco do Brasil da base de Feira de Santana aprovaram, em assembleia realizada neste domingo (13/09), a proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A nova votação ocorreu após a plenária promovida pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) e sindicatos, que analisou o cenário nacional das negociações e orientou pela aprovação da proposta.
Na base de Feira de Santana, o resultado foi de 69,66% pela aprovação, 28,09% pela rejeição e 2,25% de abstenções.
A nova assembleia foi convocada após os bancários de Feira de Santana rejeitarem a proposta na votação realizada na sexta-feira (11/09). O mesmo aconteceu em outras bases da Bahia, que decidiram voltar às urnas diante da mudança no cenário nacional da Campanha 2026.
Nas primeiras assembleias, realizadas nos dias 3 e 4 de setembro, a proposta apresentada pelo Banco do Brasil havia sido rejeitada por cerca de 70% das assembleias realizadas no país. A forte mobilização dos funcionários levou à retomada das negociações, embora o banco tenha mantido os principais pontos da proposta, apresentando esclarecimentos sobre questões que ainda geravam dúvidas entre os trabalhadores.
Na nova rodada de assembleias, nos dias 10 e 11 de setembro, o cenário mudou. Até a sexta-feira, 116 bases sindicais de todo o país já haviam aprovado o acordo, enquanto apenas 18 ainda mantinham a rejeição. Com a ampla maioria das bases favorável à assinatura, ficou reduzida a possibilidade de as bases que permaneciam mobilizadas conseguirem pressionar, de forma isolada, pela abertura de uma nova negociação.
Diante desse cenário, a Federação avaliou que, embora o acordo permaneça abaixo das reivindicações apresentadas pelos funcionários do Banco do Brasil durante a Campanha Nacional 2026, a aprovação passou a representar a alternativa menos prejudicial aos trabalhadores, evitando o isolamento das bases que ainda mantinham a rejeição.
O que prevê a proposta
Entre os pontos do acordo está o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Para as bases que assinarem o ACT, o Banco do Brasil informou que o crédito será realizado em até 72 horas após a assinatura.
A proposta também prevê o pagamento de R$ 3 mil aos funcionários enquadrados na Campanha de Adimplência 2026. O valor está previsto para fevereiro de 2027 e dependerá do cumprimento do indicador geral e das regras estabelecidas pela campanha. A estimativa é de que aproximadamente 71,5 mil funcionários das unidades de negócios e de apoio sejam contemplados. O pagamento é adicional e não substitui a PLR.
Na Cassi, o Banco do Brasil propõe a antecipação de R$ 360 milhões da contribuição patronal ao Plano de Associados.
Em relação à carreira, o banco assumiu o compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), com encaminhamento às instâncias de governança até o fim do primeiro semestre de 2027.
Outro avanço previsto é a ampliação da licença-paternidade, que passa de 20 para 35 dias. O auxílio destinado a filhos com deficiência também terá reajuste de 15%, passando de R$ 760,48 para R$ 874,55, antes da aplicação do reajuste geral da campanha.
Para os funcionários da Central de Relacionamento e do SAC, a proposta estabelece salário de referência de R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027, também antes da aplicação do reajuste geral.
O acordo inclui ainda oito dias de afastamento pela formalização de união estável, ampliação para cinco jornadas anuais destinadas a reparos em equipamentos utilizados por funcionários com deficiência e adoção de políticas de ações afirmativas nos processos seletivos internos.
Mobilização foi fundamental
Com a aprovação da proposta pelos bancários de Feira de Santana neste domingo, encerra-se esta etapa da Campanha Nacional 2026 no Banco do Brasil.
O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana destaca que a mobilização dos funcionários foi fundamental durante todo o processo. A rejeição registrada nas primeiras assembleias demonstrou a insatisfação da categoria e pressionou o Banco do Brasil a retomar as negociações.
Mesmo com a aprovação do ACT, o Sindicato reforça que a proposta permanece distante de diversas reivindicações apresentadas pelo funcionalismo. A organização e a participação dos bancários continuarão sendo essenciais na defesa dos direitos, na cobrança pela valorização dos trabalhadores e nas próximas lutas no Banco do Brasil.
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