Caixa apresenta proposta final para ACT

As negociações entre a Caixa e a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) foram retomadas nesta quinta-feira (10/09), com a apresentação de uma proposta global para o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). A direção da empresa fez ameaça e destacou que tem prazo para esperar um retorno. É sexta-feira (11/09).
Segundo a própria Caixa, caso os termos não sejam aprovados até lá, poderá retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo, levando os debates para a esfera judicial. Uma arbitrariedade.
Sobre o principal impasse das negociações, o Saúde Caixa, a proposta prevê a implantação, a partir de janeiro de 2027, de um novo modelo de custeio, com aumento da participação da Caixa no financiamento do plano de 6,5% para 8%.
Também está prevista a criação de grupos de trabalho para discutir os problemas no convênio, fontes de financiamento e a possibilidade de destinação ao plano de parte dos resultados relacionados à produtividade. A proposta inclui ainda R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de 2027 e manteve a cobrança por faixa etária.
Para empregados ativos, os percentuais estabelecidos de contribuição do titular variam de 2,3% a 4,1%, conforme a faixa etária, além de valores fixos por dependente entre R$ 480,00 e R$ 660,00. Para aposentados e pensionistas, o percentual indicado é de 3,9%, com R$ 640,00 por dependente. O teto por grupo familiar permanece em 9%, enquanto o piso por beneficiário é de R$ 50,00. A proposta também prevê 13 mensalidades.
Entre as demais alterações apresentadas estão o aumento de R$ 75,00 para R$ 150,00 no valor da consulta em pronto-socorro fora do teto, isenção de coparticipação em telemedicina, abertura de prazo de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano e aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3.600,00 para R$ 4.800,00 por grupo familiar.
Outros pontos
Questões relacionas à diversidade, equidade de gênero, acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD), saúde integral e condições de trabalho também estão na proposta, além da criação do GT Trajetória, para discutir temas como PFG, PCS, PSI e remuneração variável, mudanças relacionadas ao Genesys/FigItal, flexibilização de ausências; e a possibilidade de adiantamento salarial durante licença-saúde, com postergação da devolução em caso de recurso junto ao INSS.
FONTE: SEEBBA
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