NOTÍCIAS - 15/06/2026

63 anos de luta, resistência e compromisso com a categoria

Neste 15 de junho, o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana celebra 63 anos de uma trajetória marcada pela coragem, pela resistência e pela defesa permanente dos trabalhadores e trabalhadoras. Oficializada em 1962, a entidade nasceu do esforço coletivo de bancários que compreenderam, desde cedo, que somente a organização seria capaz de enfrentar as desigualdades nas relações de trabalho e construir melhores condições para toda a categoria. 
 
A história do Sindicato também se confunde com importantes momentos políticos e sociais do país. Durante a ditadura militar, sua sede foi invadida, documentos e equipamentos foram destruídos e dirigentes sofreram perseguições, prisões e torturas. Ainda assim, a entidade resistiu, reorganizou-se e manteve viva a representação dos bancários de Feira de Santana. Essa capacidade de permanecer de pé, mesmo nos períodos mais difíceis, tornou-se uma das principais marcas de sua trajetória. 
 
Ao longo dessas mais de seis décadas, o Sindicato ultrapassou os limites das agências bancárias e contribuiu também para o desenvolvimento social da cidade. Participou de debates nacionais, apresentou propostas que ajudaram a construir direitos importantes e esteve envolvido em iniciativas como a criação da Cooperativa Habitacional dos Operários Feirenses, responsável pela construção de centenas de moradias no atual Conjunto Centenário.
 
 Nas campanhas salariais, nas negociações coletivas, nas mobilizações e no atendimento jurídico e de saúde, a entidade segue presente ao lado da categoria. Comemorar 63 anos é homenagear todos aqueles que ajudaram a construir essa história e, ao mesmo tempo, renovar o compromisso com os desafios do presente e do futuro. 
 
Diante do fechamento de agências, da sobrecarga, da pressão por metas, do adoecimento e das constantes ameaças aos direitos trabalhistas, a existência de um sindicato forte continua indispensável. O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana chega aos 63 anos com a mesma certeza que orientou seus fundadores: direitos não são concessões, mas conquistas alcançadas por meio da união, da participação e da luta coletiva.

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