NOTÍCIAS - 04/05/2026

Caixa deve proteger trabalhadoras

O movimento sindical cobra da Caixa respostas sobre as reivindicações apresentadas para aperfeiçoar os mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho. As demandas foram levadas à mesa de negociação no dia 31 de março, mas, até o momento, o banco ainda não apresentou retorno efetivo. 

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa defende que o banco melhore as ferramentas e as normas que regulamentam os instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho e no Acordo Coletivo de Trabalho da Caixa. Para a representação dos trabalhadores, é fundamental que as medidas de proteção funcionem com agilidade e não resultem em prejuízos profissionais ou financeiros para as vítimas.

Entre as principais cobranças estão a garantia de manutenção da renda nos casos de transferência por motivo de violência, maior rapidez na análise dos pedidos, medidas específicas quando a violência envolve outro empregado da Caixa e alternativas para situações em que a agressão parte de clientes. Também há cobrança por melhorias no programa Acolhe e pela divulgação de dados concretos sobre denúncias, encaminhamentos e resultados. 

As entidades reconhecem a importância dos canais e políticas já existentes, mas avaliam que ainda há lacunas que precisam ser corrigidas com urgência. A proteção às vítimas deve ser tratada como prioridade, com procedimentos claros, acolhimento efetivo e garantia de que nenhuma trabalhadora seja penalizada por buscar segurança.

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