Santander: exterminador do futuro

O movimento sindical denunciou casos de assédio moral e pressão abusiva no Santander durante reunião com a direção regional da instituição, responsável pelos estados da Bahia e Sergipe. O encontro ocorreu na sexta-feira (10/04) e reuniu representantes da categoria para expor as condições enfrentadas pelos trabalhadores.
Segundo os relatos apresentados, as denúncias envolvem principalmente os chamados PJs especialistas, equipes de gerentes que atuam sem agência física e realizam visitas externas para captação de clientes. Esses trabalhadores estariam submetidos a um sistema de ranqueamento que intensifica a cobrança por metas consideradas inatingíveis, além de reuniões obrigatórias no início da jornada que dificultam o cumprimento das atividades diárias.
A exigência de ao menos seis visitas diárias até o meio-dia, somada à pressão constante por resultados, tem tornado a rotina insustentável. O modelo de gestão, segundo o movimento sindical, prioriza o lucro em detrimento da saúde dos trabalhadores, contribuindo para o aumento do desgaste físico e mental entre os bancários.
Durante a reunião, foi cobrada a revisão imediata dessas práticas e maior alinhamento entre as metas impostas e a realidade das equipes. A direção regional do banco informou que levará as demandas à alta administração, enquanto o movimento sindical afirma que seguirá mobilizado contra o assédio e a precarização das condições de trabalho.
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