BB impõe remoção forçada de 177 escriturários

O Banco do Brasil anunciou a remoção compulsória de 177 escriturários de suas agências em todo o país, medida que faz parte de um processo recente de reestruturação interna iniciado em janeiro. Segundo informações divulgadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), os trabalhadores afetados estão lotados em unidades consideradas com “excesso de funcionários”, distribuídas em cerca de 60 municípios.
De acordo com o levantamento, os funcionários foram submetidos a um ranqueamento interno, e aqueles com menor pontuação serão transferidos para outras agências, sem transparência sobre os critérios adotados. Antes da medida, o banco abriu prazo para que os trabalhadores solicitassem remoções “voluntárias” até 13 de março, sob a possibilidade de serem deslocados posteriormente conforme decisão da empresa.
O Banco do Brasil afirma que as transferências ocorrerão dentro do mesmo município, mas trabalhadores apontam que, em cidades maiores, isso pode significar aumento significativo no tempo de deslocamento e impactos na rotina pessoal. A reestruturação também altera a distribuição de funcionários nas agências, mesmo diante de um cenário em que o próprio banco mantém milhares de vagas em aberto para escriturários e unidades operando com déficit de pessoal.
Entidades sindicais e trabalhadores criticam a medida, argumentando que a política não resolve a falta de funcionários e contribui para a precarização do atendimento bancário. Segundo as denúncias, a estratégia do banco prioriza segmentos voltados a clientes de alta renda e ao agronegócio, em detrimento do atendimento de varejo, ao mesmo tempo em que descarta a realização de novos concursos públicos para suprir a demanda existente.
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