NOTÍCIAS - 16/03/2026

Insensível até com a saúde

A situação dos aposentados do Itaú continua crítica. Reajustes abusivos nos planos de saúde estão comprometendo grande parte da renda de quem dedicou décadas ao banco, deixando muitos sem condições de manter a assistência médica. 

Aumento consecutivo das mensalidades obriga ex-funcionários a destinar parte significativa da aposentadoria para o plano. Há casos em que o valor consome quase toda a renda do aposentado.

Em um dos relatos, um trabalhador aposentado com 36 anos de serviço e tetraplégico após um acidente viu o convênio subir de pouco mais de R$ 300 para cerca de R$ 3 mil mensais, aumento superior a 700%. Com os reajustes seguintes, o valor chegou a representar até 98% da renda da aposentadoria e previdência privada.

Muitos aposentados precisaram abandonar o plano por não conseguir arcar com os custos. A situação é ainda mais grave, pois muitos possuem doenças crônicas, dificultando a contratação de outro convênio no mercado privado.

Entre as demandas, estão o congelamento imediato das mensalidades, critérios de reajuste vinculados à inflação, transparência sobre os custos do plano, possibilidade de reingresso e participação dos aposentados na gestão da fundação responsável pelos convênios.

Mesmo com lucros bilionários do Itaú nos últimos anos, o banco aplicou reajustes de 9,8% nos planos administrados pela Fundação Itaú e de 10,37% nos planos vinculados à Unimed. A justificativa foi o aumento da sinistralidade, mas especialistas questionam os percentuais e cobram detalhamento dos custos que embasam os reajustes.


Com informações do SEEBA

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