NOTÍCIAS - 03/03/2026

8 de março reforça a luta das mulheres por igualdade no setor bancário

No 8 de março, Dia Internacional da Mulher, os números ajudam a dimensionar a força feminina no sistema financeiro, mas não contam toda a história. As mulheres representam cerca de 48% da categoria bancária no Brasil, segundo dados do DIEESE e da FEBRABAN. São praticamente metade da categoria, sustentando agências, departamentos, centrais e plataformas digitais. Ainda assim, seguem enfrentando desigualdades estruturais que o setor insiste em tratar como exceção quando são regra.

A desigualdade aparece nos detalhes e nas estruturas. Quanto mais alto o cargo, menor costuma ser a presença feminina. Áreas estratégicas como tecnologia e mercado de capitais ainda concentram maior número de homens, enquanto as bancárias enfrentam jornadas exaustivas, metas abusivas e, muitas vezes, a dupla jornada fora do ambiente de trabalho. O setor que registra lucros bilionários ano após ano ainda convive com distorções que penalizam quem sustenta boa parte da operação diária dos bancos.

É justamente para enfrentar essa desleal competição que a organização sindical tem atuado. A mesa de Igualdade de Oportunidades, conquistada nas negociações nacionais, tornou-se instrumento permanente para discutir equidade de gênero.

A categoria garantiu cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho voltadas ao combate ao assédio moral e sexual, à ampliação da licença-maternidade e à criação de mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Iniciativas como o canal Basta oferecem orientação jurídica e acolhimento às trabalhadoras, demonstrando que a luta vai além do discurso.

 

 
 

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