NOTÍCIAS - 26/01/2026

Super Caixa aprofunda pressão e mobiliza empregados por mudanças

O programa SuperCaixa, lançado pela Caixa para unificar o Bônus Caixa e o TDV em um único modelo de remuneração variável, foi anunciado sem consulta ou diálogo com as representações sindicais e com os próprios empregados. A forma como a gestão implementou o novo sistema gerou insegurança, falta de clareza sobre as regras e um ambiente de tensão entre os trabalhadores, justamente no momento em que a instituição deveria reforçar o reconhecimento pelo trabalho prestado. 

A forma de cálculo do SuperCaixa impõe critérios que vão além do desempenho individual, condicionando o recebimento do bônus à combinação de metas que muitas vezes fogem do controle direto de quem está na linha de frente. Essa lógica agravou um ambiente de competição interna, fomentou desinformação sobre direitos e fragilizou a confiança na política de remuneração da Caixa.

Além do impacto nos rendimentos variáveis, a forma de implementação do programa ignora diretrizes recentes de gestão de riscos psicossociais no trabalho. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 do Ministério do Trabalho passou a exigir que as empresas identifiquem e gerenciem fatores como ansiedade, estresse e pressão no ambiente de trabalho, riscos que no caso da Caixa, se tornam mais evidentes com metas cada vez mais exigentes e sem escuta qualificada dos empregados.

Em resposta a essa realidade, dirigentes sindicais entregaram à vice-presidente de Pessoas da Caixa, Cíntia Lima Gonçalves Teixeira, o abaixo-assinado da campanha “Vendeu. Recebeu”, que reuniu 8.744 assinaturas de empregados da Caixa exigindo mudanças no regramento do programa. O documento foi organizado pela Fenae, pelas Apcefs e pelo movimento sindical e reafirma a necessidade de revisão imediata das regras para garantir justiça, transparência e respeito ao trabalho diário dos bancários.

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