NOTÍCIAS - 26/11/2025

O cerco se fecha para Bolsonaro

A prisão prevenva de Jair Bolsonaro na manhã do sábado (22/11) recoloca o país diante de um fato incontornável. Depois de sucessivas invesgações e de uma longa escalada de confrontos com as instuições, o ex-presidente foi dedo depois de tentar quebrar a tornozeleira eletrônica. A decisão do Supremo se baseia na constatação de que havia risco real de fuga durante a mobilização de apoiadores em frente à casa onde ele cumpria a medida cautelar.

Para quem acompanha de perto as lutas democrácas, a prisão não é movo de celebração vazia. É alívio. Marca o funcionamento das instuições em um país que ainda tenta se afastar dos impulsos autoritários que marcaram os úlmos anos e que são feridas ainda abertas em sua história. O episódio lembra que a lei precisa valer para todos e que a democracia só se sustenta quando esse princípio é levado a sério.

Governadores e líderes do Centrão evitam qualquer gesto de solidariedade pública. Bolsona ro, que sempre apostou na inmidação e na força do tumulto, se vê isolado. O país, por outro lado, observa uma chance de reorganizar o debate público sem a sombra permanente do confronto fabricado.

O momento é de desmonte da velha retórica do ex-presidente de que seria perseguido políco. Diante das evidências, o discurso cai como bravata. Quem sempre tratou as regras como incômodo agora enfrenta o peso de um sistema que, mesmo lento, reage. O país já pagou caro demais pela ousadia andemocráca que ele esmulou e a prisão, ainda que tardia, sinaliza um freio que deveria ter vindo há muito tempo.

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