NOTÍCIAS - 01/04/2025

Bradesco reduz atendimento e prejudica clientes

O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana protestou na segunda-feira (01/04) contra o Bradesco, denunciando o fechamento de agências, a demissão de funcionários e a nova campanha do banco, “Sacar pra quê?”. O ato ocorreu na agência Senhor dos Passos e criticou a tentativa do banco de forçar os clientes a usarem apenas os canais digitais, dificultando o acesso ao dinheiro em espécie.

Durante a manifestação, Eritan Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, destacou que a campanha do Bradesco prejudica os clientes e fere normas do sistema financeiro. “Nessa campanha, o Bradesco tem incentivado os clientes a não adentrarem a agência bancária para realizar saques nem nenhum tipo de pagamento, fazendo com que os clientes busquem os meios remotos de pagamento como internet banking, caixa eletrônico e correspondente bancário. Nós entendemos que isso fere o direito do consumidor bancário e também uma resolução do Conselho Monetário Nacional, que diz que o cliente tem a opção de atendimento presencial aonde quer que ele deseje ser atendido”, afirmou.

O protesto também chamou atenção para a redução de terminais de autoatendimento e a exclusão digital de muitos clientes. “Nem todo mundo tem a obrigação de saber mexer no Internet Banking. Tem muita gente que não sabe. Eu tenho uma avó que não sabe utilizar, e como é que faz com essas pessoas? Elas vão ficar sem ter direito, se estão pagando pelo serviço?”, questionou Eritan.

Além do impacto sobre os clientes, o Sindicato denuncia que essa estratégia faz parte de um processo contínuo de enxugamento da estrutura do banco, resultando na sobrecarga dos bancários e no aumento das demissões. “O Bradesco, contrariando a legislação e impulsionando a demissão de bancários, tem lesado consumidores, consumidoras e o público em geral que precisa do banco”, criticou Eritan.

A campanha “Sacar pra quê?” se soma a outras medidas adotadas pelo Bradesco nos últimos anos para reduzir custos e aumentar os lucros. Enquanto fecha agências e corta funcionários, o banco transfere o atendimento para correspondentes bancários, precarizando o serviço e ignorando o impacto sobre trabalhadores e clientes.

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