NOTICIAS - 04/08/2022

BANCOS NÃO RESPONDEM AS DEMANDAS ECONÔMICAS

Os bancos, que no ano passado, pior momento da pandemia, lucraram mais de R$ 100 bilhões, não dão a mínima para os problemas econômicos enfrentados pelos bancários diante da crise econômica decorrente da política ultraliberal do governo Bolsonaro. Em negociação com o Comando Nacional, nesta quarta-feira (03/08), a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não deu respostas para as reivindicações sobre as cláusulas econômicas. Entre os pontos, reajuste salarial com reposição da inflação mais 5% de aumento real.


Os representantes dos trabalhadores falaram sobre a necessidade em valorizar o salário de ingresso – o contrário do que acontece atualmente. Também trataram sobre a implementação do PCS (Plano de Cargos e Salários), abono de férias, parcelamento em 10 vezes dos valores recebidos no adiantamento das férias, auxílio creche/babá de um salário mínimo e auxílio transferência.


O Comando lembrou à Fenaban que é possível atender a pauta. Para se ter ideia, o patrimônio líquido dos bancos chegou a R$ 759 bilhões em 2019. Ao contrário do que aconteceu com outras atividades produtivas do país durante a pandemia, a saúde financeira das organizações continuou irretocável. No primeiro trimestre deste ano, o balanço de BB, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander atingiu a marca dos R$ 28,1 bilhões, crescimento de 17,5% em 12 meses.


Já os bancários, como outros milhões de brasileiros, amargam os reflexos das crises sanitária e econômica. Os preços dos alimentos estão nas alturas, o combustível passa dos R$ 5,00. A inflação segue descontrolada e passa dos 12% em 12 meses. Já o rendimento das famílias encolhe. 


Embora o cenário seja difícil, a Fenaban faz vistas grossas. O Comando Nacional agora quer saber o que a Fenaban vai justificar quando forem colocadas em mesa as demandas sobre PLR (Participação nos Lucros e Resultados), na rodada de segunda-feira (08/08). Representaram a Bahia na negociação desta quarta-feira (03/08), o presidente da Federação Hermelino Neto e o diretor do Sindicato Célio de Jesus. 

 

Fonte: Bancários Bahia

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