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NA REFORMA TRIBUTÁRIA, DESCONTO DEVE SER PROGRESSIVO.

Ícone Calendário14/01/2020
NA REFORMA TRIBUTÁRIA, DESCONTO DEVE SER PROGRESSIVO.


 

Em meio ao debate sobre a reforma tributária, é preciso pensar em uma tributação progressiva, ou seja, cobrar mais impostos sobre renda e patrimônio e isentar quem ganha até R$ 4 mil. Mas, hoje é justamente o contrário. Proporcionalmente, os pobres pagam mais do que os mais ricos.

Na tributação regressiva, como ocorre, o governo recolhe mais recursos nos impostos sobre consumos de bens e serviços, pagos por toda a população, independentemente da renda.

A arrecadação seria maior se houvesse imposto progressivo. Os 206 bilionários brasileiros contribuiriam mais para financiar serviços públicos. Outra saída é tributar os dividendos. As empresas repartiriam menos com os acionistas, fariam mais investimentos e gerariam mais empregos.

Hoje, 51,3% dos impostos arrecadados nas três esferas de governo têm origem no consumo de bens e serviços; 25% na folha de salário; 18,1% na renda; 3,9% na propriedade; e 1,7% em demais tributos.

Já os impostos sobre patrimônio representam apenas 3,9% da carga tributária. Outra coisa que poderia mudar é a tributação sobre heranças, que equivale a somente 0,2% da arrecadação.

É por isso que o Brasil está entre os países mais desiguais do mundo. Os mais ricos seguem sendo os mais favorecidos, enquanto os mais pobres são cada vez mais onerados.

Fonte : SEEB/BA

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