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PERSPECTIVAS PARA A JUVENTUDE BANCÁRIA DEBATIDA EM SAUBARA

Ícone Calendário28/10/2019
PERSPECTIVAS PARA A JUVENTUDE BANCÁRIA DEBATIDA EM SAUBARA

 

 

Para onde caminha a humanidade? Este foi o tema do painel de abertura do 7 º Encontro da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe organizado pela Federação dos bancários da Bahia e Sergipe, que aconteceu neste sábado e domingo (26 e 27/10), Águas Claras Beach Resort, na cidade da Saubara. No centro das discussões, as perspectivas para os jovens diante de um cenário de retirada de direitos e uberização das relações de trabalho.

Os debates foram fomentados pelas intervenções do presidente da Federação dos Bancários, Hermelino Neto; a diretora do Sindicato da Bahia Jeane Marques e o jornalista Altamiro Borges, que preside o Centro de Estudos de Mídias Alternativas Barão de Itararé. O diretor de Juventude da Feebbase, Thiago Nascimento conduziu os trabalhos.

Jeane iniciou o Encontro falando de sua experiência como integrante de uma geração questionadora, que mudou a forma de produzir e enfrentar o mundo, mas que ainda tolera o machismo, o racismo e a homofobia.

O presidente da Feebabse fez uma retomada histórica da importância do socialismo na construção do Estado de bem estar social dentro do capitalismo, por medo de implementação do socialismo. Tratou também do momento vivido no mundo que propiciou a ascensão de governos capitalistas e autoritários, com destruição dos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre.

Mundo fluído

Para o jornalista Altamiro Borges estamos em um mundo de muita fluidez e não dá para prever o que vai acontecer com os governos de inspiração fascista que estão surgindo, pois as coisas acontecem muito instantaneamente. Um exemplo da imprevisibilidade é a rebelião popular que está acontecendo no Chile, após décadas de ataque aos direitos a população.

Ele reforçou que os jovens são as principais vítimas deste momento de regressão de direitos, mas também aqueles que podem mudar a situação. “Lutar é a melhor forma de enfrentar está situação no Brasil. Precisamos politizar as lutas e provocar o debate com a sociedade, fazendo com que as pessoas entendam o que está em jogo com a agenda regressiva imposta pelo governo Bolsonaro”.

A primeira parte do Encontro contou ainda com um debate, onde os participantes puderam expressar sua opinião sobre os assuntos abordados. “A ideia aqui é ouvir a juventude para construir ações que reflitam o interesse destes trabalhadores dos bancos. A luta se faz com instigando a troca de ideias. O que fará a diferença será o nosso posicionamento diante dos problemas”, ressaltou o diretor da Juventude da Feebbase, Thiago Nascimento.

Jovens da Bahia e Sergipe discutem trabalho nos bancos

A segunda parte do 7º Encontro da Juventude foi dedicado ao debate sobre o futuro do trabalho nos bancos. A secretária de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e diretora da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, Luíza Bezerra, e o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, foram os responsáveis por traçar um panorama da situação no país.

Luíza falou das dificuldades do mercado de trabalho, diante da realidade na qual mais de 30% dos jovens estão desempregados e boa parte dos que trabalham está na informalidade. Há também uma grande quantidade de autônomos, que trabalham cerca de 12h por dia, 7 dias por semana, ganhando pouco e sem direitos. O fenômeno ganha mais força com a crise econômica e a reforma trabalhista, que permitiu precarizar as relações de trabalho.

“A situação hoje não é boa para os jovens, mas estamos fazendo a coisa certa, que é debater coletivamente para encontrar uma saída para esta situação. Precisamos este debate em mais lugares. Mostrar que eles querem implementar este modelo neoliberal que serve a meia dúzia de pessoas. Temos que conseguir mostrar que é possível ter um mundo mais inclusivo que se sirva para todos”, acrescentou a secretária de Juventude da CTB.

Impactos das tecnologias nos bancos

O presidente do Sindicato da Bahia falou sobre os impactos das novas tecnologias para o trabalho nos bancos. “Participei de um dos maiores congressos sobre novas tecnologias do mundo, onde pude constatar os avanços das ferramentas para automatização dos serviços bancários. Eles estão investindo muito alto para melhorar a acessibilidade dos clientes, inclusive dos idosos “.

Para Augusto Vasconcelos, os bancários não devem ser contra a tecnologia, mas contra ao uso que se faz dela. Como é hoje, muitos trabalham mais e poucos ficam com as riquezas geradas por este trabalho. O setor bancário exemplifica bem esta realidade, com o contraste entre o aumento dos lucros dos bancos e a diminuição do número de postos de trabalho.

O 7º Encontro dos Bancários da Bahia e Sergipe realizou a noite ume grande confraternização com show musical ao vivo e encerrou no domingo (27) com uma plenária final onde foram aprovadas as resoluções como: Carta de Saubara e a renovação da Comissão da Juventude Bancária da Feebbase.

 Fonte: FEEB BA/SE

 

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