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DEMISSÃO NO HSBC PREJUDICA O CLIENTE

Ícone Calendário15/03/2013

A precarização da mão de obra nas unidades não é um problema recente. Entre 2005 e 2013, o banco inglês desligou quase seis mil funcionários. O número de agências também caiu, passou de 931 para 868, no mesmo período.

Em compensação, a lucratividade tem crescido. No ano passado, o lucro líquido anunciado pela empresa foi de R$ R$ 1,22 bilhão, alta de 9,57% ante 2011. Mas, de acordo com o diretor Socioeconômico do Sindicato da Bahia, Elder Perez, o provisionamento do banco foi R$ 3,6 bilhões. O alto valor não se justifica, já que a taxa de inadimplência foi de 4,8%. O fato ainda compromete o pagamento da PLR aos funcionários.

Todas as artimanhas do banco foram denunciadas em manifestação, ocorrida nesta quinta-feira (14/03), na agência Pituba. O diretor do Sindicato de Camaçari, Heber Nonato, chama a atenção para o prejuízo do cliente. Segundo ele, no município, a pessoa chega a esperar até 2h na fila para conseguir atendimento. Participaram dos protestos ainda diretores da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e José Venas e Florencio Mattos do Sindicato de Feira de Santana.

 No banco, os problemas se acumulam

A manifestação ocorrida nesta quinta-feira (14/03) no HSBC Pituba também repudiou as recentes medidas do banco, que prejudicam diretamente o funcionário.

Além do medo constante da demissão, o empregado ainda sofre com a pressão para atingir metas impossíveis e com o assédio moral, fatores que elevam consideravelmente o número de doenças entre o quadro funcional.

A situação se agrava com as demissões, pois a sobrecarga aumenta. Nem o trabalhador com Ler/Dort escapa do assédio. Normalmente, o lesionado é humilhado e ainda afastado dos demais colegas. A atitude ainda gera outros tipos de doenças, como a depressão.

Caso é denunciado à direção regional

Os problemas ocorridos nas agências do HSBC, principalmente com relação aos trabalhadores lesionados, foram denunciados à direção regional do banco, em reunião realizada nesta quinta-feira (14/03), logo após a manifestação na Pituba.

Os diretores do Sindicato da Bahia cobraram a liberação dos funcionários com Ler/Dort para que possam fazer fisioterapia. Atualmente, existe uma norma que impede os trabalhadores de fazerem o tratamento no horário de trabalho. A direção ficou de analisar cada caso para, posteriormente, dar um parecer.

Foi pontuada ainda a discriminação sofrida pelos lesionados. Em algumas agências, a gerência isola o empregado e não satisfeita orienta para que os demais bancários façam o mesmo. O SBBA está de olho na situação e vai fiscalizar para que todos os problemas sejam resolvidos. 

Fonte: SEEB/Ba

 

 

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