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Nossa História

Nossa História

Para Feira de Santana deslocaram-se, no mês de março de 1960, Alvimar Macedo, da comissão de associações e diretor do jornal, Raymundo Reis, presidente em exercício do Sindicato dos Bancários da Bahia, e Bartolomeu Rebouças, segundo-tesoureiro em exercício e integrante da comissão junto ao IAPB – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários. Alvimar apresentou os planos para a fundação da Associação Profissional de Feira, transmitiu à diretoria provisória toda orientação para se fundar a associação de bancários nesta cidade. Essa primeira tentativa de organizar a associação de Feira, não frutificou. Foi vitoriosa na segunda tentativa quando se compôs a seguinte diretoria provisória: presidente, Cleto de Almeida Carvalho; tesoureiro, José Carlos Santos Sanches; secretário, e José Bitencourt Borges.

No relatório de 1961, assinado por Alvimar Macedo, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, ele afirmava que, em abril daquele mesmo ano, foi entregue a Carta de Reconhecimento da Associação. Somente em 1962 houve a oficialização da entidade cuja diretoria era composta pelos seguintes membros: presidente, Geraldo Walter de Souza, funcionário do Banco do Brasil S/A; secretário, Antoniel Queiroz, do Banco do Nordeste do Brasil S/A. A associação se transformaria em SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE FEIRA DE SANTANA há poucos meses do golpe militar, isto é, no dia 15 de Junho de 1963.

O Golpe Militar

Com o golpe militar, a sede do sindicato foi invadida e os seus documentos, móveis, máquinas foram jogados pela janela do 1º andar do prédio à Rua Monsenhor Tertuliano Carneiro, nº 213, esquina com a Praça Fróes da Mota. 0 secretário-geral do sindicato e militante do PCB, Antoniel Oueiroz, foi preso por trinta dias, torturado e cassado pelo Ato Institucional e demitido do Banco do Nordeste S/A, vindo a falecer, posteriormente, em conseqüência das seqüelas deixadas por tais torturas.

No dia 6 de abril, na primeira segunda-feira após o golpe, foi nomeado o interventor Francisco Viana de Melo, funcionário do Banco do Brasil S/A. Segundo Osvaldo Ventura, um dos fundadores da Associação de Feira, a única coisa que funcionava no sindicato, no período da intervenção, era a barbearia. Após a primeira fase da intervenção, foi nomeada, pela Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, uma Junta Governativa comandada por Francisco Viana de Meio. Essa Junta promoveu a primeira eleição somente em 30 de julho de 1967, empossando uma diretoria eleita em 22 de outubro daquele ano, encabeçada por Hélio Oliveira Queiroz, funcionário do Banco do Brasil S/A, para comandar o sindicato até 1970.

PIS/PASEP

Já na Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Araxá-MG, no ano de 1970, o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana apresentava a tese para criação do Fundo de Ações do Assalariado, que resultaria, posteriormente,no PIS/PASEP. No ano anterior, em1969, o sindicato fundou a Cooperativa Habitacional dos Operários Feirenses Cohofe, presidida por Sílvio Pedra Cruz, funcionário do Banco do Brasil S/A, chegando a construir 291 unidades habitacionais no que se formou o Conjunto Centenário, importante bairro de Feira de Santana.

INEGIBILIDADE

A dinâmica política que aqueles dirigentes emprestavam ao sindicato desagradou as autoridades do governo militar. Quando se aproximava a eleição sindical, a Delegacia Regional do Trabalho, sediada em Salvador, fez publicar um ato que considerava o Presidente Silvio Pedra, que era candidato à reeleição e o Secretário Geral, Beraldo Boaventura, inelegíveis para o pleito sob a alegação de que não haviam cumprido as exigências da lei, e, mais uma vez, o sindicato voltou às mãos do governo federal que nomeou o bancário Edson Borges, do Bradesco S/A, como novo interventor. Mais uma vez as portas deste órgão se cerraram.

RECONSTRUÍNDO O SINDICATO

José Edson ficou à frente do sindicato até 30 de maio de 1974, quando foi empossada a nova diretoria, eleita através de chapa única, comandada por Eliezer Ferreira dos Santos, funcionário do Banco do Estado da Bahia, hoje Banco Bradesco. Eliezer foi presidente por seis gestões: 1974/1977, 1977/1980, 1980/1983, 1983/1986, 1986/1989 e 1992/1995. Osvaldo Ventura, do Banco do Nordeste S/A, presidiu o sindicato no período de 1989 a 1992 e Edmilson Cerqueira, funcionário do Bradesco S/A, de 1995 a 1998. Em maio de 1998, Eliezer Ferreira voltou à presidência para o triênio de 1998-2001, sendo reeleito em 2001 para o triênio seguinte. Em 2004, foi eleito o companheiro Antonio Carlos Lima Rios (Nei Rios), que presidiu a entidade de 2004 a 2007. Em maio de 2007, Eliezer foi eleito para presidir o Sindicato por mais um mandato de três anos.

PARA “MAMAR EM ONÇA”

Numa época sombria, em que a maioria das lideranças políticas e sindicais foi exilada, presa, torturada e até morta, eis que Eliezer Ferreira dos Santos, funcionário do Baneb S/A, no vigor da sua juventude, juntamente com Luiz Gonzaga, do BMB S/A, Rubenito Silva, do Banco Nacional S/A, aceitaram o desafio de fazer funcionar, mais outra vez, o sindicato da nossa categoria em nossa cidade. Momentos temerosos em que poucos aceitavam dar a sua contribuição. Como disse o companheiro, então presidente da CUT-BA, Everaldo Augusto, em 15 de junho de 2003, no 40º Aniversário do sindicato: “ ESSA TURMA É BOA DE BRIGA! - dirigindo-se aos ex-diretores que naquela ocasião estavam sendo homenageados pela contribuição e coragem emprestadas na reconstrução deste sindicato. Ser sindicalista naquela época era para quem tinha coragem de “ MAMAR EM ONÇA” como costuma se expressar o nosso companheiro Eliezer Ferreira.

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)

O sindicato se filiou à Central Única dos Trabalhadores em 1993, após aprovação de assembléia.

Colabodores:
Euclides Fagundes Neves
Livro: “Bancos, Bancários e Movimento Social”

Osvaldo Ventura
Silvio Pedra
Beraldo Boaventura
Eliezer Ferreira

Parceiros

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  • Contraf
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  • Bancários Classistas
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