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SALVADOR E FEIRA DE SANTANA PARAM EM DEFESA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Ícone Calendário15/05/2019
SALVADOR E FEIRA DE SANTANA  PARAM EM DEFESA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

 

Nas ruas de Salvador e de todo o Brasil, estudantes, professores, servidores e todos os funcionários da rede federal e estadual de educação se mobilizaram contra os cortes no orçamento das despesas do MEC (Ministério da Educação), já somados em R$ 7,4 bilhões.

O movimento também foi aderido por trabalhadores e alunos da rede privada de educação. O protesto organizado pelas entidades sindicais contou com quase 100 mil pessoas, gritou a todo canto que não aceitará de braços cruzados o orçamento arbitrário.

Só nas universidades federais, chegam a R$ 2 bilhões os cortes. No Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), os cortes chegaram a 47% em todo o país, de acordo a Secretaria de Orçamento Federal.

Os estudantes e servidores presentes no local puxaram todo tipo de brado contra o governo. “Oh Bolsonaro, seu fascistinha, os estudantes vão botar você na linha”, “Que baixaria, educação não é mercadoria”, “Hey, Bolsonaro educação na rua culpa é toda sua”, “Hey, Bolsonaro, unificou, é estudante junto com trabalhador”.

O contingenciamento do orçamento do Ministério da Ciência já ultrapassa 40%, quase 3.474 bolsas de mestrado e doutorado do Capes foram cortadas, ou 4% do total de benefícios financiados pelo MEC, um total de R$ 50 milhões ao ano.

Um aluno da UFBA (Universidade Federal da Bahia) afirma estar revoltado com toda a situação. “Assim como falado pelo presidente, os cortes seriam para investir na rede básica de ensino, mas se contradisse e já bloqueou pelo menos R$ 2,4 milhões”.

Em Feira de Santana os manifestantes se concentraram na Praça Tiradentes, em frente ao Instituto de Indução Gastão Guimarães e seguiram em caminhada pela Avenida Getúlio Vargas.

Cerca de cinco mil estudantes , trabalhadores e professores de Feira de Santana participam na manhã desta quarta-feira (15) de uma manifestação contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo MEC. O ato ocorre em todo o país. Instituições públicas e privadas aderiram ao ato e reclamaram da atuação de todos os governos: Muncípio, Estado e União.

A professora Elane de Carvalho infirmou que cerca de 40 alunos da escola em que ela trabalha também estão participando da manifestação. “Essa é uma luta em prol de todos os brasileiros, nós temos que lutar pelo melhor do nosso país e nossos alunos precisam estar conscientes que o Brasil é nosso. Hoje as escolas de Feira de Santana pararam para vir lutar contra a reforma da previdência e a questão das verbas para a educação que foram cortadas. Estamos na rua e vamos vencer essa batalha”, afirmou.

A professora Edna Ribeiro Marques, do colégio Luiz Eduardo Magalhães e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), destacou que o protesto é pela educação, por mais investimentos para as universidades e por mais investimentos para a educação básica. “São por esses motivos que eu e meus companheiros estamos aqui. Isso para mim é uma aula

pública, é um exemplo para os alunos, para os pais e precisamos nos manifestar. No momento em que a educação é atacada, os educadores não podem se calar”, declarou.

Edna Ribeiro afirmou ainda que não tinha boas expectativas para o governo Bolsonaro, mas que ainda assim conseguiu se surpreender negativamente. “Não esperava que o ataque fosse tão grande e estamos aqui tentando lutar contra isso, com esse movimento grande e muito participativo. Já esperava essa quantidade de pessoas, pois a indignação é grande e a ação tem que ser na proporção”, afirmou. 

O professor André Uzêda avaliou que esse é um dos maiores movimentos realizado em Feira de Santana em prol da educação. “É um movimento nacional contra o corte na educação e contra a reforma da previdência. Também temos falas aqui sobre a questão estadual com Rui Costa, a questão municipal com Colbert Martins, ou seja, os problemas são diversos na educação. Financiamento, questão na democracia, inclusive, salário e reposição. Nas Universidades Estaduais nós estamos em greve, com o salário cortado e o governador não negocia. Podemos observar o número imenso de estudantes, de professores, questionando a crise que a sociedade vive e é um momento muito importante por conta disso. Movimento nacional, com questões estaduais, questões municipais e contra a reforma da previdência, é obvio, também contra o governo Bolsonaro”, salientou.

Além as escolas públicas e particulares, entidades de classe também participaram da manifestação. Segundo André Uzêdo, é difícil quantificar, pois diversos coletivos estudantis, grêmios, sindicatos, centrais sindicais, partidos políticos estão participando do ato. “São diversas entidades se manifestando neste dia nacional de greve em defesa da educação e inicialmente por conta do aviso e do corte, da política de ódio à educação que Bolsonaro demonstra, inclusive, cortando recursos. Enfim, ameaçando professores, servidores públicos, entidades e escolas”, afirmou.

O professor calcula que mais que mais de 5 mil pessoas participaram do ato. Devido a mobilização, as aulas foram suspensas nesta quarta-feira nas unidades de ensino públicas e em algumas instituições privadas.

Fontes: SEEB/Ba/Acorda Cidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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